
Estes dias uma amiga me mandou este texto da Danuza Leão (sempre ela!) por e-mail e achei o máximo.
“A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramado no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai. Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...”
Conheço tanta gente meia porção. Gente que odeia o emprego, mas não se esforça para sair dele. Gente que encontra alguém bacana e foge com medo de amar. Gente que usa clichês para não dizer a verdade. Pessoas que preferem viver numa ilusão do que acordar e encarar a realidade da vida. Não me intrometo na vida de ninguém, cada um é feliz como pode e como quer e não cabe a mim ajudar quem não quer ser ajudado. Por isso sou um rapaz de várias porções, meia porção não sacia metade da minha vontade. Nunca fui de comer pelas beiradas, de viver pela metade. Sim tenho uma intensidade de corpo e alma que você não dará conta babe. Mas em algum dia te pedi para que me saciasse? Amo demais, com toda vontade, quero as coisas a todo custo. Não sossego enquanto não me lambuzo com o que acho precisar. Não faço nada sem tesão, sem aquela obsessão, sem sentimento. Sei que nem tudo que se quer é o que se precisa, mas como disse Danuza:
“Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções. Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete... bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados... a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo. Um dia.
Não tem que ser agora.”
Não me venha com os velhos clichês querido meia porção, estou me lambuzando na vida, para mim não tem de ser agora!
“A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramado no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai. Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...”
Conheço tanta gente meia porção. Gente que odeia o emprego, mas não se esforça para sair dele. Gente que encontra alguém bacana e foge com medo de amar. Gente que usa clichês para não dizer a verdade. Pessoas que preferem viver numa ilusão do que acordar e encarar a realidade da vida. Não me intrometo na vida de ninguém, cada um é feliz como pode e como quer e não cabe a mim ajudar quem não quer ser ajudado. Por isso sou um rapaz de várias porções, meia porção não sacia metade da minha vontade. Nunca fui de comer pelas beiradas, de viver pela metade. Sim tenho uma intensidade de corpo e alma que você não dará conta babe. Mas em algum dia te pedi para que me saciasse? Amo demais, com toda vontade, quero as coisas a todo custo. Não sossego enquanto não me lambuzo com o que acho precisar. Não faço nada sem tesão, sem aquela obsessão, sem sentimento. Sei que nem tudo que se quer é o que se precisa, mas como disse Danuza:
“Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções. Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete... bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados... a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo. Um dia.
Não tem que ser agora.”
Não me venha com os velhos clichês querido meia porção, estou me lambuzando na vida, para mim não tem de ser agora!



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