Estes dias andava meio reflexivo, chamei alguns conhecidos para conversar. Liguei para Amy, ela ainda está na reabilitação, mas me aconselhou a continuar como sempre fui, você sabe nunca fomos bons! Ainda não contente procurei alguém mais próximo, fui falar com Vanessa da Mata. Ela me disse: “Amado, ainda quero beijos intermináveis até que os olhos mudem de cor!” Eu disse que também queria mas isso anda meio em falta hoje em dia, deve ser por conta da crise. Agora qualquer desgraça que aconteça é culpa dela. Pensei em procurar alguém mais experiente, a Rita Lee tava no MSN e me disse: “Bicho, chega mais, chega!” Resolvi então ir até lá. Uma discussão de que amor é prosa e sexo poesia. Disse que no fim tudo vira bosta e a discussão acabou. Resolvemos sair e dar uma volta em mais um feriado prolongado. Nos avisaram que Roberto Carlos estava de aniversária, ia rolar uma festa de arromba, segundo Erasmo. Fomos na Rua Augusta tomar uma cervejinha. Lá estava um saco, na porta do bar o Fresno chorava querendo alguém que te faz sorrir, e os meninos do Nx Zero não sei o que faziam, mas diziam que era pela última vez. Eu e Rita concordamos que seria uma benção se isso fosse verdade. Se não estivesse tão frio iríamos dar uma volta nos jardins da babilônia, mas acabamos mesmo é numa baladinha qualquer para distrair a noite. A música tava boa, a balada tava cheia, mas quando tudo que é bom dura pouco. A noite acaba e me resta o caminho para cama. No fima acabo como um mutante: no fundo sempre sozinho, seguindo no meu caminho, ai de mim que sou romântico!
Pequena viagem literária
1 dia atrás

