quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cinzas do meu carnaval maravilhoso


Até sábado pensava que meu carnaval seria um tédio, nada programado, nada certo. Sexta um boteco carnaval de rua na augusta, uma briga cinematográfica quase acaba o climade festa. Mas estar perto dos meus queridos ma companhia de uma cerveja gelada e garantia de risadas e bons momentos. Sábado família, rever primos, lembrar do passado. Ir numa festa encher a cara e a pança e cagar para quem era o aniversariante ou convidados. Domingo fazer mala para viajar as pressas, interior de São Paulo, novas pessoas, a melhor companhia que alguém podia pedir. Banho de cachoeira, passeio de barco, piscina, beijos. Faz tempo que não me sentia tão leve. Não ligar para que horas são, que dia é, apenas curtir. Quarta de cinzas com amigos e família em casa. Algumas coisas marcaram muito neste carnaval. Eu e Bruna na Paulista sexta-feira foi tragicômico, risos com a Milena e Lucas, gente quanta bobagem. A viagem, o quarto Amy Winehouse no meio do Sitio do Pica-Pau Amarelo, o céu limpo do interior e muitas outras coisas que. Eu não dava nada para este carnaval e ele foi inesquecível. Algumas coisas na vida são assim, surpreendentes. Ás vezes o que parece não ter o mínimo valor esconde uma fortuna. O carnaval acabou e agora não tem desculpas temos de começar o ano, pelo menos até a semana-santa.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Hot Fuss - The Killers Faixa 3

Acordei com um sentimento estranho, como quando você sai de casa e acha que esqueceu alguma coisa mas não sabe o que é. Coloco Hot Fuss do The Killer meu preferido para momentos de nostalgia, e olho meu mural de fotos na parede. Sinto saudades. Saudades de quando eu passava tardes ouvindo música e pensava como seria minha vida no futuro. Senti falta dos tempos de criança, do colo dos pais, dos brinquedos, de sentir medo do escuro. Saudades do tempo do ensino médio. Cabular aula para andar sem rumo, aprender a beber, as primeiras baladas, todas novas experiências da vida adolescente. Do primeiro emprego, de receber e passar a tarde com a Priscila na Paulista torrando grana e fazendo planos. De conversar horas e horas a fio com a Daiane enquanto o trabalho acumulava. Saudade da Unip no começo. Da Bruna, Kelli, Fernanda e eu. Muitas risadas e fotos no Mac. Do Marcos que chegou mudo e hoje tenho de pedir um minuto para falar com ele. De como ele surgiu do nada e hoje faz parte da minha vida. Nossa de Bruna Villegas, como a gente já riu, já chorou, já bebemos na augusta, dançamos na Dj Club, viajamos juntos. De como tenho certeza que Bruna e eu ainda vamos viver tantas coisas juntos. Dona Carla e seu ciúmes e amor passional. De como ela se preocupa comigo e eu com ela. De todos cortes e cores de cabelo que ela teve. De todas barras que passamos juntos, a Carla é minha melhor conselheira! Thaís Nunes e sua elegância, inteligência e companheirismo, ai como ela me escuta, algumas coisas minhas somente ela tem conhecimento. Saudades do Sesc, de trabalhar com o Robinho, para nós era sempre festa, feriado não tinha tempo ruim. Como nos divertimos por lá. Saudades da barriga enorme da Dri, quando o Gabriel era um sonho e todos passavam horas, dias idealizando a sua chegada,hoje ele é realidade, e eu ainda vou sentir muita saudade dele assim pequenininho. Saudade das conversas com minha mãe antes de dormir, das broncas do meu pai. Dos chocolates que ganhava do Tio Milton. De todos filmes que vi com a Dri no cinema, de fazer ela ver Cavaleiros do Zodíaco quando ela queria ver outra coisa. Saudades de mim mesmo, de tudo que fui, que vivi, do caminho que percorri até agora. De todos meus rostos, cabelos, sorrisos, do meu choro que ninguém viu. Do meu frio na barriga quando tenho medo. Das mãos suadas de nervoso. De viver algo novo, de me reinventar depois de cada topada que a vida me dá. De me descobrir a cada segundo, a cada pessoa, a cada situação. Ás vezes acredito que eu era alguém melhor no passado, e com a vida fui me tornando rude, desbocado, insano. Mas olho no espelho e vejo que grande parte do Rafael de passado ainda esta aqui, assim como todos essas lembranças, pedaços de momentos, pessoas, experiências ainda estão comigo, e estarão não importa o que aconteça.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sexta-feira 13

Sexta-feira dia treze. Alguém ainda se assusta com isso? Má-sorte, superstições, isso ainda faz parte da nossa vida? Para mim o azar desta sexta feira foi este tempo frio acompanhado de um chove ou não chove, que me fez carregar um guarda-chuva imenso por grande parte do dia inutilmente. Não me passa pela cabeça que quebrar um espelho vai me trazer sete anos de azar, que passar debaixo de uma escada, ou cruzar um gato preto na rua me traga má sorte. Se algo de bom ou ruim vai acontecer na sua vida, não adianta, vai acontecer! E é muito cômodo ficar se maldizendo da vida, colocando a culpa no azar e não fazer nada para sair da fossa. Hoje me dia acredito que estas crendices saíram de moda. As pessoas pararam de especular sobre sorte e azar e foram elas mesmas fazerem a sua sorte. Agora uma coisa que sinto falta neste dia é do terror farofa do filme Sexta-feira 13. Sempre passava na televisão e hoje nada. Acredito que todos já passamos por tantas coisas assustadoras nesta vida que nem o Jason, nem uma escada, nem um gato preto assusta, acaba tudo virando piada.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Julgamentos

Réu, júri, juiz. Acusação, defesa. Não, não estou falando de nenhum processo judicial. Estou falando de como estes elementos estão presentes na nossa vida. Com que freqüência você é julgado e por quantas vezes você julga alguém? Odeio o falso moralismo de algumas pessoas quando dizem: “Eu não julgo ninguém!”, me cheira a hipocrisia e me enoja. Você julga e é julgado o tempo todo! Digo que às vezes julgo demais. Sim tenho vários preconceitos, várias convicções e sou teimoso como uma mula. Aprendia fazer o que quero e agüentar todas as conseqüências, isso gera muito julgamentos, e hoje em dia vejo que é cada vez mais fácil condenar do que absolver. Todo mundo comenta, julga atitudes alheias, mas tentar entender e absolver alguém de verdade é muito difícil. Num primeiro momento julgo sem dó nem piedade, depois vou conhecendo, analisando e dou meu veredicto. Se vai ser condenado ou absolvido, isso depende das circunstâncias, mas costumo usar mais a emoção que a razão. Talvez por isso seja um péssimo juiz e um péssimo réu também. Pois como sou emocional me exponho mais e isso me torna um alvo mais fácil. Mas prefiro colocar corpo e alma em tudo que faço, pois por mais que seja julgado, condenado ou ainda mesmo absolvido, sei que fiz o meu possível. E julgamento nenhum pesa mais que o meu próprio, e este por mais que ignore é o que mais me afeta. Quando você é réu, juiz, acusação e defesa ao mesmo tempo, nunca saberá o que será de você depois da martelada final.