São nas noites frias, nas ruas vazias, nos bares lotados, que ele se encontram. É na clandestinidade que eles têm seus momentos de amor e de prazer. É escondido dos olhos da família, dos amigos, dos colegas de trabalho que eles trocam olhares, juras, promessas. É nos hotéis sem glamour, fora das grandes avenidas, dos grandes centros que eles fazem aquele sexo rock´n roll que com seus parceiros não fazem. É nesses poucos momentos de verdade que ele se despem da vida comum, dos sonhos burgueses, que ele deixam de ser estes seres de plástico e voltam a ser animais. Amam com toda intensidade, amam com a alma, não ligam para o que vai ser na próxima meia hora do dia, vivem aquele momento. Momento esperado, planejado, que nunca vai suprir a necessidade de amor sem compromisso que eles têm. E acaba, ficam as taças e o vinho vazio, a cama desfeita e a vontade de que o tempo voltasse. Mas não volta. Fica o beijo rápido no corredor do hotel, cada um para um lado, cada um com um pensamento. A única prova desse amor, de todo este adultério são os lençóis na cama desfeitos, que a camareira a esta hora já colocou para lavar. Lavar de todo suor, de toda luxúria, que os amantes têm.
Pequena viagem literária
1 dia atrás


4 comentários:
Geeente, dá pra fazer um conto pornô com isso,hehe ^^
Adoro tudo que escreve. Sempre que tenho um tempinho no trabalho passo aqui. Acho que é a que encontro de ficar um pouquinho que seja, perto de vc.
Saudades...
Porno hein??? hahahaa
É, realmente se colocar uns detalhes picantes pode ser que fique pornô mesmo...mas o texto é intenso...e me lembra amor e sofrimento...porque cada despedida no saguao de um hotel qualquer,pode ser a última e é sempre muito doída...
Postar um comentário