domingo, 29 de março de 2009

A guerra do tempo


Nada como o tempo para ajeitar as coisas. “O tempo é o senhor da razão!” Ouvimos muito isso mas no fundo não acreditamos muito. Temos uma necessidade insana de tomar as rédeas de tudo em nossas vidas, de programar tudo. Fazemos planos, conjecturas, esquecemos que o acaso e a própria vida podem virar tudo de ponta cabeça. Eu esperei, dei um tempo de tudo. Fiz sim muitos planos, criei hipóteses mil para coisas que se passavam na minha vida, busquei incansavelmente respostas, mas não fiz nada a não ser deixar o tempo me mostrar a verdade. E ele finalmente foi bondoso comigo. Uma coisa boa de recomeçar é todas as novas coisas a serem vividas e aprendidas, a coisa ruim é que para recomeçar coisas tem de acabar. E nem sempre acabam da melhor forma. Numa guerra o vendedor tem a glória, o perdedor os feridos. Posso dizer que venci mas nem por isso não existiram feridos. Tive de matar muitas pessoas dentro de mim para recomeçar. Algumas o desapego foi fácil, por mais surpreendente que pareça. Outras a ferida ainda dói. E para mais estas feridas conto com o tempo para esquecer. Pois nada melhor do que ele para nos mostrar a verdade. Algumas coisas se aliam com o tempo e tornam-se inesquecíveis, atemporais. Outras se sepultam nas areias do tempo para serem esquecidas. As cinzas na minha ampulheta, são as cinzas daqueles que esqueci.

1 comentários:

José Francisco Bispo disse...

Será que esquecer é apenas o começo de uma vida nova?
Tempo...

Saudadesss!!1
Infelizmente ñ consegui falar com vc durante a semana pra avisar que ñ dava para ir lá no sesc com vc.
Desculpa!