sábado, 17 de janeiro de 2009

Maysa e eu

Conhecia poucas coisas sobre Maysa. Adorava suas canções melancólicas, essa passionalidade, uma forma viceral de amar. Assistindo a mini-série da Globo Maysa – Quando Fala o Coração, me identifiquei muito com a personalidade dela. Ela fez o que queria fazer, mesmo contra o gosto de muitos. Não teve medo e começou a carreira de cantora. Escrevia suas letras, falava de como é ser sozinha, como amar e sofrer por amar demais, de não ser correspondida. Teve vários amores embora só um tenha sido o seu grande amor. Bebia demais, levava uma vida intensa, tinha um humor instável. Vivia de excessos, de escândalos e não dava a mínima para isso. Sempre gostei dela e da Dolores Duran, toda essa melancolia dos sambas-canção que elas cantavam. Depois teve sua fase bossa nova, se tornou uma das mais importantes interpretes da história da MPB. Ás vezes me sinto muito Maysa. Bebendo até o ultimo copo, o ultimo gole, para fugir de mim, para quem sabe na embriaguez uma resposta uma saída apareça. Sofrendo de amor de uma maneira viceral, com toso meu ser. Querendo escandalizar todos, falando palavrões, uma criança que se finge de má para conseguir colo. Alguém que vive maquiado, usando mascaras para esconder seu verdadeiro ser. Alguém que acha que a vida deve ser vivida intensamente, nunca saberemos quando bateremos de frente e dessa batida não voltar.

“A bebida é a bengala de um velhinho que mora dentro da minha personalidade. Mas tenho certeza de que uma criança que existia em mim, antes de tantas coisas acontecerem, um dia voltará. Só então Saberei quem sou.”

Maysa

3 comentários:

Marcos Roberto disse...

"Alguém que vive maquiado, usando mascaras para esconder seu verdadeiro ser. " [meeeeedo]

José Francisco Bispo disse...

Ás vezes acho que Maysa sobrevivia e não vivia ou vivia o que a vida mostrava à ela.
Adorei o texto

o Cronista disse...

foi um post mto pessoal. uma maturidade sobre si msm.
estou rebelde cada vez mais.