quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Outubro

Mês começou calmo e acabou intenso. No começo tardes infinitas de leitura, muita música, o ócio abençoado.Me acostumando com uma criança em casa e a entender todo esse processo, choro de fome, de sono, de cólica, fraldas, mas me divertindo muito com Gabriel. Festa de uma amiga num lugar esquisito, pessoas idem, acabei amigos de todos e bebendo todas. Muitas tardes no centro da cidade, risos, petiscos e cervejinhas. Noites na augusta conhecendo pessoas e revendo outras e não preciso dizer, mais cerveja. Revendo amigos, reforçando laços, mas também desatando outros. A distância e o tempo são cruéis quando colocam pontos finais. Alguns são necessários, por mais que desejamos que tudo fosse o o contrário. Finalmente encontrei o frescor da novidade que faltava em minha vida.Passei por tempestades, dias escuros, mas um dia o sol brilhou para mim. Primavera chegou com todas suas cores, agora as coisas começam a mudar.


domingo, 26 de outubro de 2008

Calor


Se antes ela não dava o ar da sua graça, este fim de semana a primavera finalmente chegou. Quinta feira de chuva, seguida de uma onda de calor que chegou a ser insuportável. Isso é somente uma mostra do que será o nosso verão, estação do ano que mais adoro. Muito sorvete gelado na hora do almoço, happy hour com muita cerveja. Nada melhor que aquele papo descontraído matando a sede na cerveja, confissões, declarações e muita bobagem. Nesta época as pessoas parecem mais expansivas, divertidas, a formalidade parece desaparecer em meio ao calor. Praia também é outro programa preferido nesta época, muito sol, um bom livro e muita caipirinha. Tostar no sol conversando com amigos até o sol ir embora. Parece a grife mais cara desta estação é o bronzeado perfeito e sempre que você chegar na praia vai sentir que precisa urgentemente malhar mais quando voltar para casa. Amores de verão que duram apenas uma estação e são lembrados para o resto do ano. Sol, brisa do mar, riso, cerveja, amores, bronzeado, caipirinha, eu quero é mais.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Por acaso

Ele sempre dá o ar de sua graça. Ás vezes pode transformar tudo em desgraça, ou fazer importantes reviravoltas. Ninguém foge ao acaso. Ele adora mudar caminhos, planos, sonhos. Aparece sem ser convidado. Mas ele não é totalmente ruim. Muitas coisas boas são feitas pelo acaso. Um encontro casual, uma promoção inesperada, um presente. Algumas pessoas não se dão conta dos feitos do acaso. É uma pena pois ele aparece de uma forma tão perfeitamente planejada para parecer banal, casual. Por acaso chovia muito, por acaso era a avenida Paulista, por acaso era a noite do jazz. Mas nem tudo foi por acaso. Algumas coisas são tão planejadas e esperadas que por acaso fica ainda mais mágico quando acontece. O acaso também apronta umas que é de se passar horas rindo, e depois de rir por horas ainda não acreditar que é verdade. Alguns ignoram totalmente o acaso dizem que tudo já estava escrito, predestinado. Eu acredito, muita coisa acontece comigo e não arrumo explicação são muitas coincidências, encontros, desencontros. Graças aos céus o acaso tem sido muito bom comigo. Quando as coisas não saem como espero, ele mesmo arruma um jeito de colocar tudo no lugar. Por acaso em meio a avenida Paulista...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Sobrevivência

Hoje andando pelo centro da cidade algo me pareceu estranho. Um colete salva-vidas foi colocado na estátua de José Bonifácio de Andrada Silva, na praça patriarca. Isso me deixou muito curioso, o colete era feito de uma perfeição, realmente foi feito sob medida para o monumento. Depois soube que esta é mais uma das intervenções artísticas de Eduardo Srur. Ele em maio deste ano instalou garrafas pet em tamanho gigante no Rio Tietê, ganhando grande repercussão. Essa sua nova intervenção tem o nome de Sobrevivência e propõe uma reativação visual destes elementos públicos para a população da cidade. Os coletes salva-vidas ficarão instalados em quinze monumentos espalhados pela cidade até 14 de Dezembro, com apoio do Centro Cultural Banco do Brasil. Além disso durante este período o público pode conferir todo making-off do projeto em vídeo em exposição no CCBB. No cotidiano desta nossa cidade não temos tempo de apreciar o grande número de obras de arte que temos gratuitamente a disposição, além disso o estado que algumas obras se encontram é lastimável, vítimas do vandalismo da população e do esquecimento das autoridades.Outras peripécias de Sur na nossa cidade estão a instalação de bicicletas suspensas no ar entre os prédios do Sesc e Itaú Cultural na Avenida Paulista. Em 2006 o artista espalhou 150 manequins navegando em 100 caiaques no Rio Pinheiros.


sábado, 11 de outubro de 2008

Canções de amor


Acabei de ver o novo filme do Honoré com o Louis Garrel, Canções de amor. Musicais não são me meu gênero de filme predileto. Acho meio cansativo tantas inserções musicais no meio da narrativa. O filme é bom, mas se você não gosta da temática do Honoré, e também não curte musicais não perca seu tempo. No caminho para casa fiquei pensando no filme e no seu nome, e fiquei com meus botões pensando nas minhas canções de amor. Eu vivo com música, quem me conhece sabe, então fiz minha lista com as minhas canções de amor.

1 - Love song – The Cure
É aquela que faz a garganta ficar seca, as mãos suarem, borboletas na barriga, o chão se abrir aos meus pés. É dizer que você não vive sem aquela pessoa, de como sem ela nada tem graça.

2 – Everybody Loves Somebody – Frank Sinatra
Não é a toa que ele é conhecido como “a voz”, e ainda acompanhado com toda aquela banda esta música é de arrepiar. Encontrar alguém e ter certeza de que ela é aquela que vai fazer a diferença na sua vida, na voz de Sinatra é golpe baixíssimo.

3 – Love Of My Life – Queen
Em termos de voz a dele é inconfundível como a do Sinatra, Freddy Mercury comanda a multidão como um maestro e todos cantando esta música é algo de outro mundo. É poesia e romantismo puro.

4 – Without You I’m Nothing – Placebo e David Bowie
Sem você eu não sou anda, quem nunca sonhou ouvir isso. Com Placebo e Bowie ainda fica tudo mais mágico ainda. Dois ídolos meus numa mesma canção.

5 – Angie – Rolling Stones
Não podia faltar Stones numa lista de música feita por mim. Uma das canções mais românticas dos Stones, corre um boato de que Jagger fez esta música quando este teve um caso com Bowie. Verdade ou mito a canção resiste e me faz suspirar ás vezes.

6 – Tears Dry On Their Own – Amy Winehouse
Adoro o pessimismo alcoólico da Amy. Quem não teve um amor que quando vai embora leva o sol consigo? Que a ausência faz tudo ficar monocromático. Algumas histórias de amor são escritas na dor.

7 – Amor Meu Grande Amor – Barão Vermelho
Um som nacional, acredito que a declaração de amor mais realista desta lista. A certeza de que nada é para sempre, de se aproveitar o memento, qe que dure o que mereça. Mas que seja bem amado.

8 – Wild Horses – Rolling Stones
Amores indomáveis, arrebatadores, rebeldia. Rolling Stones, that´s it! Quem nunca quis algo que estava fora do seu alcance ou apenas não era o momento. Algumas pessoas nasceram para Mara e serem livres não irão nunca se apegar a ninguém, mas nunca vão deixar de amar.

9 – Walking After You – Foo Fighters
Nossa querer alguém que esta longe, saber como está, por onde anda, andar atrás de alguém. A música de reconciliação, daquele amor que por mais que não seja seu para sempre, estará com você de alguma forma.Essa música é linda, o clipe também.

10 - Os Outros – Kid Abelha
Quem nunca teve um amor “Os Outros”, aquele que apaga o passado e será sempre lembrando. Paula Toller tem uma voz perfeita, na versão acústica parece um sussurro ao pé do ouvido. Algumas historias são curtas, mas nem por isso são menos amorosas.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Tempestade


Mais uma noite, calor, rua cheia, o caminha para casa nunca pareceu tão longo. O calor do mormaço da rua, a brisa fresca que abraça, os faróis dos carros passando alucinadamente. Todo barulho da cidade na minha cabeça. Um bar, um bar péssimo, imundo, um forró tosco tocando, gente estranha, mas uma cerveja gelada e incrivelmente deliciosa. No balcão tomo uma garrafa sozinho. Peço uma latinha e sigo meu caminho. Passo em frente a uma igreja. Uma noiva esta chegando, o vestido branco, o brilho da grinalda, os lábios vermelhos e um sorriso que mostra uma emoção e felicidade que me contagia. Alguém encontrou seu amor, nem tudo esta perdido. Quando a lata acaba encontro um amigo que não vejo no mínimo por uns cinco anos, vamos a um bar conversar, beber mais. Os desenhos que a vida vai fazendo são imprevisíveis. Todos encontros, desencontros. Percas, ganhos. Todas páginas de um livro de memórias que vamos escrevendo ao longo do tempo. Chego em casa, tudo vazio, tomo um café, abro a janela e penso em todas coisas boas que a vida me deu. Saúde para enfrentar tudo, família que me apóia, amigos que deixam a vida mais leve, coloco Amy para tocar. Ás vezes morro de medo do futuro, do imprevisível, do acaso. Medo de não estar preparado para todas barras que ainda vou passar, medo de me decepcionar, decepcionar quem eu amo. Com esse sentimento começa a trovejar no céu, anunciando uma tempestade. O disco acaba, fico imóvel me deliciando no silêncio. Por um momento consigo não pensar. Os cachorros dormem nos meus pés. Me levanto vou à janela, e olho o céu cinco minutos antes da tempestade, parece tudo calmo e no seu lugar, mas no fundo sabemos que ela virá implacavelmente. Ela chega, o vento tira coisas do lugar, a chuva acaba com o mormaço do asfalto, molha meu rosto de leve, o barulho ensurdecedor da água. Assim como ela veio ela acaba. O silêncio volta, o brilho da calçada parece um céu estrelado. Tudo tem um brilho diferente. Ás vezes a vida é como uma grande tempestade. Trovões e raios a anunciam, ela vem arrebatadora, algumas coisa mudam de lugar, outras permanecem onde estão, mas nada depois dela é como antes.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Cadê?


Algumas pessoas me criticam por gostar de tanta coisa antiga no quesito música e sempre ter um pé atrás com o novo, principalmente no som nacional. Mas convenhamos se você tem mais de quinze anos qual a graça que você vê em Nx Zero, Fresno e derivados? Assisti o VMB dês ano (premiação da Mtv Brasil ao melhores do ano anterior) e me decepcionei totalmente. Na platéia Nasi do Ira!, Os Paralamas do Sucesso, Titãs, no meu conceito as melhores bandas nacionais ainda atuantes. Mas ninguém deu a mínima era só gente enchendo cadeira as estrelas eram os emos e os tops das rádios. Por que esta nova geração não gosta de olhar para trás como a minha, tem tanta coisa boa no passado musica do nosso país. Existem sons novos que adoro como o D2, a Vanessa da Mata, Céu, o Bonde do rolê, tem muita coisa boa acontecendo mas não é dada a devida atenção. Por que o enlatado americano falsificado produzido em série é mais bacana que o bom e velho feijão com arroz quentinho? Sempre amei o rock, o nacional, o internacional, o rural. Já amei ouvindo Rolling Stones, causei com Strokes, me aconselhei com o Barão Vermelho e o Cazuza, já viajei na brisa com Mutantes, Tentei transcender com Raulzito, já fui meio bossa nova e rock´n roll. Morro de inveja de quem viveu essa bandas, curtiu essa época um pouco mais louca e ao mesmo tempo consciente. Hoje quando ouço o Nx Zero cantando “Pela última vez” peço tanto para que fosse verdade. Mas meus sonhos nunca se tornam realidade. Podia Raul Seixas, Cazuza, Renato Russo, Elis, voltarem para fazer um showzinho só! A Rita Lee podia dar uma trégua e fazer um único show com os Mutantes (gosto da Zélia Duncan mas ela ali não rola!). Autenticidade, amor pela música, consciência dos problemas sociais do nosso país, revolução musical, piração pura e simples. Valores perdidos pelas cifras de discos vendidos e status de celebridade. O rock nacional morreu e os emos venceram? Onde está o rock nacional, pois é Herbert cadê?