terça-feira, 30 de setembro de 2008

Setembro


Gabriel Vidal. O mês inteiro, a minha vida inteira nesses últimos tempos pode ser resumida neste nome. Um dia frio, chuvoso, um parto complicado. Ele resolve vir ao mundo. Nunca acreditei ema amor à primeira vista, para mim era coisa para vender livro,perfume, chocolate, ou ainda conversa para levar alguém para cama, mas ao ver aquele rostinho, fiquei besta como naquelas primeiras semanas de namoro novo. Todos me diziam que era mais pesado que qualquer droga que eu tenha usado nestes meus vinte e um anos. Tudo é lindo, o choro, o rostinho dormindo. Como sou filho caçula estou curtindo muito, é lindo ver o milagre da vida e a família crescendo.Tirando as fraldas vai tudo muito bem. Passando da parte tio de primeira viagem babão, muitas visitinhas em casa, baladinhas, minha costumeira vida social, alcoólica e dançante. Fui esquecido por algumas pessoas, mas aprendi a não tratar com prioridade o que me trata como opção. Tem coisas que são ótimas no começo mas no fundo sabemos que não terá futuro algum. Páginas viradas e agora que venham novas histórias, e mais picantes que a última por favor! Odeio Setembro, ele me dá um pânico quando acaba, mais dois meses e já é meu aniversario, depois as festas e acabou mais um ano. Então fazemos aquele balanço de tudo que aconteceu e fica aquele monte de coisas que ainda queremos fazer até o ultimo segundo deste ano. Sabemos que não será possível fazer tudo, mas tentaremos ao máximo fazer pelo menos metade. E nem como vou comemorar meu aniversário eu sei. Acabou Setembro e só sei que nada sei...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Contos de fadas

E eles foram felizes para sempre! Quantas vezes você ouviu isso na infância? O pobre rapaz que acha uma lâmpada mágica, conquista tudo e o amor da princesa também. A princesa que dorme cem anos até ser resgatada pelo amor da sua vida. A princesa que come uma maça envenenada e é salva pelo príncipe de cavalo branco. A humilde gata borralheira que num passe de uma varinha mágica vira uma linda princesa. Mesmo com todas as adversidades, vilões, bruxas, madrastas malvadas eles superam tudo e são felizes para sempre. Quando chega a vida adulta não existe fada madrinha, cavalo branco e o felizes para sempre parece cada vez mais distante. Ás vezes as coisas poderiam ser mais fáceis como nas fábulas infantis. Um gênio da lâmpada ou uma fada madrinha podia num sopro mudar tudo. Mas a mágica é uma coisa que a realidade não permite. Na vida real se é doce no começo vai amargar no final, mas também se é amargo no começo pode se adocicar no fim. Manter um relacionamento é a coisa mais difícil do mundo, encontrar alguém que queira um relacionamento então... Mas o que aprendi nas poucas vezes que tentei um relacionamento é que o felizes para sempre é substituído pelo seja eterno enquanto dure. E se durou pouco é porque não teria de ser. Como costuma dizer meu pai quando não começa certo, nunca vai acabar direito. Não acredito em contos de fadas, mas espero meu final feliz. E que ele seja eterno enquanto dure.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Wine in the Afternoon


Faxina, vinho, Amy Winehouse no último. Como carregamos tralhas nessa vida. Vendo a minha bagunça e tanta coisa inútil junta vi que sou muito apegado a coisas materiais. Começando por roupas, o que eu tinha na cabeça quando comprei isso? Mas também tem grandes achados, aquela roupa que você nem lembra que tinha, aquela que você adora não servia mais e agora serve de novo. Mais vinho e agora The Cure no som. Caixas, documentos, agendas antigas, tenho mania de guardar entradas de cinema, lembrar do filme da companhia, do dia. O Diabo Veste Prada (grande amigo), A Vida dos Outros (primeira vez que beijei no cinema, o filme ganhou o Oscar, já nós...), O Ano Em que Meus Pais Saíram de Férias (chorei no cinema com uma amiga que adoro), cartão de quando fiz meu piercing (impulsividade mais que válida e em boa companhia). Adoro está caixa de coisas para lembrar, reviver pessoas, momentos. Mais vinho, agora Frank Sinatra no som. Álbuns de fotos, viagens de família, aniversários, familiares. Mudei de cabelo umas mil vezes, engordei e emagreci outras mil. Se estou bem agora ainda não sei. Ai vem uma saudade de quando era pequeno, Sinatra com aquela voz revendo fotos é complicado, Mais vinho e agora The Killers é minha trilha sonora, sapatos, óculos (onde estava meu senso quando comprei isso?), livros vontade de reler todos, me pergunto onde andam alguns, emprestar livros é um eufemismo para perder livros. Cd´s e Dvd´s tudo arrumado. Coloco agora Franz Ferdinand para acabar com a garrafa. Vendo a bagunça organizada vejo porque não jogo nada fora. Cada coisinha tem um sentimento, lembrança. Sapato sujo da balda que tocou Blue Monday todinha e eu pirei, caneta que um amigo me deu de natal, casaco daquele dia no bar em que a companhia e a noite parecia perfeita, chaveirinho de celular que ganhei na bienal de uma amiga. São tralhas sentimentais que vamos acumulando. Algumas temos de descartar para prosseguir e dar espaço a novas, algumas vão sozinhas embora, outras por mais que queira não consegue largar e ainda há aquelas que estarão lá sempre, já fazem parte de você. Saudade, esperança, vinho durante a tarde...

sábado, 13 de setembro de 2008

That´s all my name!


Eles acabaram com os quatro minutos de Madonna nas paradas britânicas. E agora chega ao Brasil o disco de estréia do The Ting Ting, dupla pop inglesa responsável pela dançante “That’s not my name”. Westarted noyhing, é inspirado no pop dos anos 60, por isso o disco é recheado de hits e refrões que não saem da cabeça. Kate White fica com guitarra e vocais e Jules de Martino bateria. O disco surgiu de festas que os dois organizavam para levantar algum dinheiro em Salford, Inglaterra. As festas começaram a ficar populares e concorridas, jornais e rádios já comentavam das festas e discotecagem da dupla. Ai nascia realmente o Ting Tings (o nome foi inspirado em uma amiga chinesa de Kate), mas a dupla já se aventurou em outras bandas até acharem a formula do sucesso. No disco são claras influencias como Blondie, Goldfrapp, Peaches, Cardigans, White Stripes, entre outros. A temática tem um certo frescor e frustrações adolescentes aliadas com a batida dançante agradaram o publico indie moderno adolescente. Outra coisa muito comentada é o visual da banda um que de Glam, uma combinação perfeita de acessórios já renderam notas e matérias em algumas revistas de moda européias. A banda é modesta em relação ao seu trabalho, diz que o álbum nasceu de uma festa por diversão e é isto que querem levar ao seu publico, mas convenhamos para derrubar Madonna eles não são pouca coisa.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Technocolor


Ganhar, perder. Rir, chorar. Lembrar, esquecer. Minha mente, meu purgatório de idéias estava a mil. No centro da cidade, não via nada, não ouvia nada, não sentia nada. Na verdade sentia muita coisa. Uma confusão, um calor, um êxtase. Pensar enlouquece, tentei não pensar nisso. As ruas parecem não ter fim, o sol é escaldante, as lentes do meu óculo escuro deixa tudo cinza. A melancolia vem, a saudade acompanha e a tristeza fecha a porta. Mas ai caio na real e luto e coloco tudo para fora. Um falta de ar no meio do centro, um final para algo que eu insistia em não largar. Ás vezes sou super masoquista, adoro sofrer, dramatizar, bem coisa de criação católica, sem sofrimento não há salvação. Vi que não rinha carrasco, inquisidor, quem estava com chicote na mão era eu mesmo, então tratei de guardá-lo. Tiro o óculos e contemplo sentado numa praça as cores da cidade, das pessoas, seus rostos, risos. Tudo que antes não enxergava, não ouvia, não sentia veio a tona. Fui tomado por uma felicidade inexplicável, uma vontade de cantar e dançar pelas ruas, de rir compulsivamente até faltar ar nos pulmões. Faz meses que me arrasto a meio problemas, chateações de todo tipo e do nada, dentro de mim achei o que mais procurava: eu mesmo, a minha verdade. “Babe, babe, não adianta chamar, quando alguém está perdido procurando se encontrar.’ Muita gente chamou, mas só agora me encontrei, e pensando enlouquecendo com meu purgatório de idéias vou vivendo. Antes minha vida era monocromática agora ela está bem Technocolor.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

100 anos de estilo

Quem me conhece sabe que eu amo, mas pouca gente sabe os nossos adorados calçados All Star este ano completam cem anos. Em 1908 Marquis M. Converse fundou a empresa Converse Rubber Company na cidade de Malden, estado do Massachusetts. A primeira coleção em 1917 tinha modelos mais esportivos, incluindo o tênis com sola de lona, que revolucionou o basquete e a indústria de calçados, logo depois o Converse All Star teve a colaboração de Charles “Chuck” Taylor jogador de basquete, este ajudou a criar um dos modelos mais famosos, com a sola de lona e cano médio. Por ser confortável para os jogadores de basquete o tênis se tornou um sucesso tantos jogadores profissionais como universitários passaram a usar a marca. Do esporte o All Star foi para o Exército Americano, durante a Segunda Guerra Mundial o calçado oficial era o Converse pela sua durabilidade e design simples. Nos anos sessenta o calçado chega a Hollywood sendo visto nas telas e no cotidiano por vários atores, em 1966 é criado a versão de cano curto e outras variações de cores. Nos anos setenta o All Star ganha os pés dos maiores nomes da música e principalmente do movimento Rock, tendência que resiste até hoje. O All Star teve seu sucesso maior nos anos oitenta, os modelos clássicos foram mantidos, mas modelos novos surgiram como modelo 3 em 1 com sola removível. Tanta exposição e os excessos oitentistas fizeram a marcar cair em declínio ate ser comprada pela Nike, depois que a Converse passou por sérios problemas financeiros. A parceria tornou o tênis mais acessível e deu um novo ar no que se trata de design e tecnologia.Hoje é peça coringa de qualquer guarda roupa, combina com tudo, dá um ar mais casual, e também se quiser impressionar existe uma gama de novos modelos para isso. O segredo do sucesso é sua versatilidade, transitar por cinema, música, esporte e até guerra sem grande alterações. Sujo, limbo, cano alto, baixo, de todas as cores, All Star é mais que um calçado é um estilo de vida!